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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Humano, demasiadamente humano


Nem sempre o problema está naquilo que é dito, mas sim na forma como é transmitida a mensagem. Às vezes uma boa intenção ou mesmo a própria razão deixa de ser relevante se não controlamos nossa impulsividade em despejar, sobre quem quer que seja, nossas verdades e anseios, preocupações ou reclamações.
Penso que a melhor estratégia seja a capacidade de empatia, ou seja, de se colocar no lugar do outro. Nem sempre as outras pessoas fazem algo só para nos irritar ou contrariar. Se partirmos do pressuposto de que todos os “homens” são ruins (nesse caso a palavra homem está generalizando os homens e as mulheres, sejam eles quais forem), nossas atitudes serão de defesa diante dessa situação e na maioria das vezes a melhor defesa é o ataque. Seremos agressivos, exigentes, opressores, essa nossa atitude vai depender apenas de nossa posição e condição diante do indivíduo com o qual interagimos. Da mesma forma, se partirmos do pressuposto que todos os homens são bons, nossas atitudes tenderão à benevolência.
O grande desafio é o meio termo, ou melhor, a empatia. Será que naquela determinada situação não seria melhor agir assim, ou assado, como eu gostaria de ser tratado? Como eu gostaria de ser avaliado ou julgado?
Bom senso aliado a um pouco de talento para relações humanas é a receita do sucesso. Eu procuro agir sempre assim, embora não consiga sempre, mas de uma forma geral, entendo que as pessoas devem ser tratadas de forma diferente. Já que somos pessoas diferentes, merecemos tratamentos diferentes. Quem merece ser tratado com mais liberdade ou flexibilidade, que seja assim tratado, já quem por ventura exigir de nós um pouco mais de firmeza, que assim seja tratado.
Indiferente da estratégia ou mensagem escolhida para a comunicação, o mais importante a meu ver é o talento de saber como transmiti-la. Lembro de uma estória que ouvi faz algum tempo, de dois sábios que receberam a missão de interpretar o sonho de um rei. O primeiro, após ouvir a narração do rei, dispara sem hesitação que toda sua família morreria, irado, o rei o condenou à morte. Já o segundo, mesmo sem saber o destino de seu antecessor, disse ao rei que ele era um homem abençoado e que viveria, com certeza, mais tempo do que os seus.
Os dois disseram a mesma coisa, mas o segundo teve a sensibilidade de transmitir a mensagem de uma forma mais eufêmica. Essa talvez seja a maior qualidade de um bom gestor.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Afinal, o que é conhecimento?


O conhecimento advém da experimentação do homem, sua crença. É através de sua percepção de mundo que o ser constrói seu arcabouço cognitivo, a imagem que ele tem do ambiente que o cerca e que determina seu comportamento na sociedade. E embora metodologicamente o conhecimento possa ser dividido em quatro partes (popular, filosófico, religioso e científico), nota-se na práxis humana a possibilidade da presença de todas elas, uma vez que nenhum indivíduo possui o conhecimento pleno.

Dessa forma, quando o ser humano se vê diante de um objeto ou fenômeno distante de seu entendimento, ele pode se apoiar tanto no senso comum quanto em sua fé religiosa para encontrar uma explicação. Seu conhecimento nesse caso passa a ser mera doxa. Ao contrário, se o objeto ou fenômeno em questão é de domínio do indivíduo, ou através do estudo e da pesquisa ele possa estabelecer um pensamento científico, entendendo claramente o porquê daquele fato ou como ele acontece, ele passa a ter meios de divagar, filosofar, aplicar o seu poder de raciocino sobre esse objeto ou fenômeno observado. Ele passa da doxa à episteme (Platão, 428ac a 347ac).

O conhecimento, assim como a natureza do homem, é dinâmico, ele muda e é renovado pelo próprio homem à medida que ele aprende, que ele descobre o mundo, que ele interage com o seu ambiente.

Conclui-se, pois, que, as esferas do conhecimento se aplicam à vida do indivíduo como um todo. Assim, dependendo do conjunto de informações que ele acumular em sua vida, de seus interesses ou cotidiano, o homem vai utilizar mais ou menos de cada um dos tipos de conhecimento, conforme a ocasião e o ambiente onde o mesmo se encontrar.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A ordem do dia é abraçar os problemas!


O sobe e desce das bolsas, o medo geral de recessão global, a quebradeira de bancos e instituições financeiras, onde tudo isso vai parar? O pessimismo e o desespero são gerais.

Isso é um reflexo da crise financeira em que o planeta se encontra. Concordo com a maioria dos especialistas quando dizem que essa é uma crise mais de confiança do que de finanças. Há motivo para o pânico geral? Talvez. O grande problema é que o crédito é infinitamente superior aos recursos. Quer um exemplo?

Todos os meses chegam às nossas casas diversas cartas de bancos e administradoras de cartão de crédito informando-nos que ganhamos esse ou aquele valor em crédito. E o melhor (?), sem qualquer necessidade de comprovação de renda! Vamos supor que um indivíduo ganhe por mês um salário de R$1000,00. Somando-se todas as despesas e impostos que incidem sobre seu salário, sobram-lhe R$100,00. Dessa forma, podemos dizer que a capacidade de pagamento dele é R$100,00 e não R$1000,00. Contudo, esse indivíduo tem, hipoteticamente, dois cartões de crédito, cada um com limite de R$500,00. Por mais que essa pessoa tenha o cuidado de não gastar mais do que recebe, ele acaba utilizando o crédito do cartão em uma necessidade, e é aí que a porca passa gel no rabo! Teoricamente ele necessitaria economizar por 10 meses para pagar o crédito que ele tem em um mês apenas!

Como isso gerou a crise do sub-prime? Os americanos, animados com a valorização artificial de seus imóveis, utilizaram suas casas como garantia de crédito e pegaram emprestado nos bancos uma quantia muito superior ao valor real de seus imóveis. Enquanto a bolha crescia, a classe média americana se afundava até o pescoço nas hipotecas (financiamentos). Quando a bolha estourou, digo, quando a festa dos imóveis acabou, eles se viram sem a capacidade de saudar seus débitos com os bancos e esses, mesmo que viessem a tomar as casas postas como garantia pelos devedores, não poderiam com essas pagar o rombo que se apresentou diante deles. Bom, e o que aconteceu? A torneira do crédito foi abruptamente fechada. Quem se viu perdendo milhares ou milhões de dólares com a especulação imobiliária, teve que sacrificar seus investimentos em ações, principalmente em mercados emergentes, para capitalizar suas perdas.

Bom, então de onde tirar o dinheiro? Quer uma dica? É aí que entramos na história. A fuga de capitais fez despencar a bolsa de valores brasileira e, por conseguinte, elevou o valor da moeda norte americana. É bem simples. O americano que quiser investir no Brasil necessita trocar seu dinheiro, ou seja, vender os dólares e comprar reais. O que acontece? O dólar cai em relação ao real. Quando esse mesmo indivíduo tem que tirar seu rico dinheirinho do Brasil, ele precisa vender os reais que tem e recomprar dólares. E o que acontece? O preço do dólar dispara. É a lei da oferta e da procura. Muita gente querendo dólar, esse sobe.

Por mais bem preparado que esteja o Brasil, enfrentar uma crise dessas não é brincadeira. Sofreremos o impacto dela na economia real em breve. O que espero é que nossos governantes tenham o discernimento de agir preventivamente, reduzindo assim o impacto que a potencial recessão possa ter sobre nosso bolso.

Será que "vale"?


O Brasil é um país altamente atrativo aos mercados. Com suas contas em dia, seu recém obtido “investment grade” e com os juros reais pagos pelo governo brasileiro, os maiores do mundo, diga-se de passagem, nosso país se revelou um paraíso para investidores de todo o mundo. O grande afluxo de capitais derrubou ao longo dos últimos anos o valor do dólar, inflou, talvez artificialmente, o mercado de capitais brasileiro e contribuiu com os melhores números da história da Bovespa. A dúvida era em quantos pontos fecharia o índice da bolsa de valores, uns diziam que chegaria aos 80 mil pontos, outros que o crescimento não ultrapassaria os 75 mil, outros ainda diziam que o céu era o limite.

Ledo engano. Após estourar a crise financeira mundial, o que vimos foi uma derrocada do mercado de capitais, não só brasileiro, mas mundial. A aposta hoje é para tentar acertar qual será o fundo do poço. Uns dizem que fecharemos o ano beirando os 30 mil pontos, outros, mais pessimistas, dizem que chegaremos aos 19 mil.

As ações da Vale, antiga Companhia Vale do Rio Doce, tiveram hoje a maior desvalorização desde maio de 1990! O papel da empresa teve uma queda de 15,16% e fechou negociada à R$23,50. Para se ter uma idéia da trajetória dessa ação, no final de maio desse ano, o valor da VALE5, ação preferencial da companhia, estava beirando os sessenta reais, ou seja, de lá para cá ele despencou aproximadamente 60%!

Isso tudo significa que é hora de sair do mercado? Que é chegada a hora de lotar os CDBs e poupança com o que sobrou dos investimentos em bolsa de valores? Que será o fim do capitalismo? Bom, penso que não necessariamente. Todos conhecemos a máxima: comprar na baixa e vender na alta. O problema é que as pessoas insistem em fazer o contrário. Enquanto o mercado estava na euforia, aquecido, todos foram às compras. Agora, no auge (será?) da crise, todos fogem das ações como vampiros fogem do sol. Será que essa é a melhor coisa a se fazer? Novamente sou obrigado a discordar. Para se ganhar dinheiro nesse mercado, tem-se que comprar ao som de trovões e vender ao som de violinos, ou seja, agora, quando todos estão se desesperando e vendendo todos os seus papeis, ações como as da Vale, tornam-se altamente atrativas. Nesse momento de crise, ao som de trovões, deve-se ter sangue frio e comprar, para que daqui a alguns meses (rezo muito por isso), com o mercado já calmo e equilibrado, ao som de violinos, possa-se vender e ganhar dinheiro com todo esse barulho.

Respondendo a pergunta: será que “vale”? Bom, eu penso que sim! Agora, haja sangue frio. Durma-se com um barulho desses.

domingo, 21 de setembro de 2008

Bobeira tem limite! Basta!

Esse mês de setembro tem sido qualquer coisa de muito corrido. Não tive tempo, nem disposição para escrever. Hoje já passamos do segundo terço do mês e praticamente não produzi nenhum texto. É verdade que tenho me dedicado menos ao blog e mais ao meu livro, mas a faculdade tem tomado bastante o meu tempo livre. Esse sem dúvida alguma é o mais controverso semestre que já vivi. Por razões que a minha própria razão desconhece eu cometi mais erros do que em toda minha estada na faculdade. Não estou falando de provas ou coisa parecida. Estou falando de juízo de valores, percepção das pessoas e tomada de decisão. Cometi erros homéricos, que quem convive comigo sabe bem quais foram. Cheguei a me arrepender de ações e atitudes. Mas a vida continua. Não foi de tudo ruim, afinal, não é com os erros que aprendemos? Posso dizer que aprendi muito. Agora é bola pra frente. É catar os cacos e dar a volta por cima. Ainda há tempo de tornar esse um dos mais proveitosos semestres que tive no meu curso de Administração.

domingo, 17 de agosto de 2008

Competitividade x Sistemas de Informação


Quando Máximo Górki diz “a vida avança velho, e quem não avança ao lado dela, fica só” ele resume bem a receita de bolo que todos nós temos que seguir. Para se obter competitividade é preciso, antes de tudo, entender que a vida segue seu rumo, avança, e a pior coisa que podemos fazer é ficarmos parados esperando que ela nos atropele. Para tanto, precisamos conhecer e entender o funcionamento dos três pilares que sustentam a competitividade: a estratégia, a inovação e a qualidade.

No que tange essa abordagem, pode-se dizer que estratégia é tudo que eu procuro fazer para me diferenciar, me fazer diferente frente aos meus competidores. Um sistema de informação é uma peça estratégica para a organização. Ele tem que estar intimamente ligado aos objetivos estratégicos da empresa. Para se diferenciar, a organização tem que integrar seus processos de forma natural e inteligente. Tem que alimentar os sistemas de informação com dados corretos e tem, principalmente, que capacitar os usuários para que esses tirem o máximo do sistema.

Com relação à qualidade, pode-se dizer que ela é o mínimo que se espera de mim e da minha empresa. Da mesma forma, o sistema de informação tem que desempenhar o mínimo que se espera dele. Quando falamos de sistema de informação precisamos considerar todos os seus três componentes: o hardware, o software e as pessoas. Assim, sistemas de qualidade são permeados por hardware adequado e apto a funcionar corretamente, bem manutenido, os softwares devem ser igualmente adequados, tanto à realidade da empresa quanto às suas necessidades. As pessoas, talvez o item mais importante, devem ser capacitadas e aptas a operar os dois outros integrantes do sistema, as máquinas e os programas.

E finalmente, inovação é implementar a novidade, é uma vez definida a solução para um problema ou situação, partir para a ação. É exatamente aí que inovação se diferencia de criatividade: minha empresa pode ter muita gente criativa, que pensa, cria, propõe, mas se ela não partir para a ação, implementando a mudança, ela será apenas criativa. Já a empresa inovadora é capaz de surpreender, agir de forma proativa e tomar a frente. O sistema de informação deve ser inovador, deve integrar toda a empresa e facilitar que as estratégias sejam realizadas. Deve permitir que a empresa seja competitiva atuando de forma inovadora, a frente de seus competidores.

Esses três aspectos, ou fundamentos da competitividade devem ser trabalhados para que a empresa desponte para o amanhã. É aí que entra o talento! A vida avança e com ela as empresas devem avançar também, usando todo talento que ela dispõe. O talento é o diferencial competitivo, é o que a empresa faz de melhor e que o mercado reconhece como realmente melhor. É nisso que a empresa deve investir seus recursos. Em direcionar seus esforços para o que realmente importa, seu core business. Foi como fez a NIKE, que deixou de ser uma fabricante de tênis para ser gestora de sua marca. A vida avança velho, e quem não avança com ela, fica para trás!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Thre little birds


Uma das formas de se promover, ou melhor, de se ‘posicionar’ um produto, é a associação que se faz dele com uma determinada música. Exemplo disso é um comercial que está sendo veiculado nas últimas semanas em várias emissoras de televisão. Trata-se da peça publicitária do novo Palio Adventure, cujo tema musical é “Three little birds”. Essa música foi composta por Bob Marley e tornou-se um clássico do reggae. A idéia por trás do bem produzido comercial é associar os atributos fora de estrada do carro à mensagem da música que diz algo como: não se preocupe com nada, tudo dará certo. É como se dissessem que o tal carro não te deixará na mão, mesmo que você se embrenhe por caminhos de difícil transito. Tal feito só é possível em razão do sistema de tração do veículo que bloqueia o efeito do diferencial. Complicado? Coisas de mecânica que não vem ao caso agora. O que interessa mesmo é esse artifício que os publicitários usam para “vender” uma idéia. É óbvio que se sua intenção é “fazer uma trilha” ou participar de um rally, esse não será o carro mais recomendado. Trata-se de um carro com tração 4x2, ou seja, apenas nas rodas dianteiras, o que faz dele tão off road quanto qualquer outro carro de passeio, mas o que vale mesmo é o appeal romântico que instiga o cidadão comum a se sentir um aventureiro. É o estereótipo do britânico que anda sempre com um guarda chuva na mão, sendo levado às últimas conseqüências: se um dia você se distrair e for parar em uma selva remota, fique tranqüilo, seu carro é equipado com apetrechos que poderão te levar de volta para casa. Eu realmente gostei da propaganda e acho que é válido usar esse artifício para promover o carro, mas pensando bem, esse é um dos clássicos exemplos de que nossas decisões de compra estão ligadas aos nossos mais profundos desejos. A necessidade motiva a compra, mas os desejos a condicionam. A necessidade de lavar as roupas existe e motiva a compra de sabão em pó, contudo, o desejo de harmonia, paz, serenidade, felicidade, nos condiciona a comprar a marca que vende essa idéia. Já reparou nos comerciais de sabão em pó? Mostram uma dona de casa moderna, bem vestida, cabelos e maquiagem impecáveis, colocando as roupas para lavar e indo brincar com os filhos ou estar com o marido. Não compramos um produto, mas a idéia de que ele poderá nos tornar uma pessoa melhor do somos. Ilusão? Talvez, mas como seria chata a vida sem elas. E se eu pudesse dar um conselho, ele seria: “don’t worry about a thing, cause every little thing, gonna be all right”.



This is a great music!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Inimigos em potencial


Segundo o dicionário Aurélio, informação é o ato de se informar ou gerar dados sobre algo ou alguma coisa, significa também conhecimento ou participação. Resumindo, pode-se dizer que a informação seja um dado sobre alguma coisa que resulte em conhecimento ou aprendizado.
Fato é que existem pessoas que são “reféns da informação”. Elas são personificações de todas as disfunções da burocracia. Quando ouvimos o termo ‘burocracia’, pensamos logo em algo ruim, trabalhoso, moroso, o que não é verdade! Weber quando teorizou a respeito do tema, nos mostrou uma estrutura lógica e funcional. Um conjunto de preceitos regidos pela hierarquia, divisões de funções e responsabilidades, regras, procedimentos. Tal estrutura é saudável para qualquer organização e até mesmo para a vida pessoal de qualquer indivíduo. São com as disfunções da burocracia que devemos nos preocupar. É quando há um excesso de regras e procedimentos. Quando os indivíduos ficam engessados pelas próprias leis que eles criaram. As pessoas aprenderam a chamar de burocracia as disfunções desse sistema. O que quero dizer é que um pouquinho de burocracia é benéfico, mas existem pessoas que exageram. Elas vivem pelas informações, respiram os controles obsessivos e querem que todos a sua volta façam o mesmo. São aqueles indivíduos que colecionam uma enormidade de dados, fatos, números a respeito de algo e que nunca irão usar. Não é uma questão de prudência e sim de redundância e falta de objetividade. Elas se escondem atrás de uma plácida fachada de organização justamente para demonstrar uma incapacidade nata de lidar com os fatos da vida. É como se vivessem na iminência de um embate ou de um confronto. É como se necessitassem provar a todo o momento para as outras pessoas que estão sempre certos e que nunca erram. Fariam isso com requinte, informariam o minuto e o segundo em que o fato aconteceu, qual a roupa que a pessoa estava usando, a placa do carro, número de identidade, se estava chovendo ou fazendo sol. Não estou fazendo uma apologia à bagunça ou à falta de ordem, estou apenas protestando contra algumas pessoas que dificultam a nossa vida, com o pretexto de que “vai ser melhor assim”.
Sinto pena dessas pessoas, a vida delas deve ser muito ruim, devem ver o mundo como um campo de batalha e as pessoas como inimigas em potencial.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Lavando roupas...


Na faculdade me ensinaram que um dos princípios da Administração é o planejamento. Até hoje eu havia posto em prática tal princípio sempre que possível, contudo, eu não imaginei que uma coisa tão simples como lavar roupas exigisse um, tal como qualquer outra tarefa gerencial. Descobri que tudo que fazemos deve possuir um planejamento. É claro que a maioria delas necessita de um plano simples, daqueles que podemos fazer mentalmente e muitas vezes desapercebidamente. Na ânsia de estrear minha maquina de lavar eu recolhi rapidamente toda roupa suja que pude encontrar. Fui colocando tudo no cesto da lavadora. Quando vi que toda roupa suja que tinha não passava do primeiro terço da máquina, resolvi partir para as roupas limpas. Olhava para as camisas penduradas no meu cabideiro e pensava... “é, você está com cara de suja, vai para a máquina!”. E assim foi, até que completei o cesto da lavadora. Feliz da vida, afinal, juntar toda a roupa e lavá-la de uma só vez economizaria água e energia elétrica, programei o ciclo de lavagem e iniciei o processo. Tal qual uma criança que ganhou um brinquedo novo, acompanhei interessadíssimo cada passo do processo de lavagem. Cinqüenta minutos depois, com um sorriso no rosto, ouvi o clique característico do fim do processo. Esperei para ver se algo mais aconteceria e como nada aconteceu, abri a tampa para retirar a roupa. Naquele momento, orgulhoso e com a sensação de ter bem gasto cada centavo investido naquela maravilhosa engenhoca, foi que constatei a importância do planejamento: esqueci que eu ainda não tenho varal, ou seja, o que deveria eu fazer com toda aquela roupa molhada?

terça-feira, 1 de abril de 2008

Remuneração Estratégica


O mundo mudou, as pessoas mudaram e as relações entre empresas e colaboradores sofreram um impacto direto desse turbilhão de alterações dos comportamentos, valores e práticas. Para criar um ambiente de motivação e, por conseqüência, atrair e reter talentos, a remuneração tradicional, cujo foco é a função, deve ser complementada por outros meios de recompensa, alinhados à estratégia da empresa. Dessa forma, entende-se que não há uma dicotomia, mas sim uma interação entre elas. Remunerar o funcionário de acordo com suas competências (e habilidades), ou seja, aumentar a recompensa de quem tem um maior número de habilidades colocadas a serviço da empresa, deixa de ser uma despesa para se tornar um investimento, e como tal, se reverte em produtividade e efetividade na obtenção dos objetivos organizacionais. Oferecer benefícios ou participações acionárias, bem como outras práticas criativas, faz com que o funcionário se sinta parte de algo maior. A empresa passa a ser o local onde ele é reconhecido pelos seus conhecimentos, pelas suas habilidades e pela sua atitude diária de “vestir a camisa” da organização. Existem diversas formas de remuneração e várias maneiras de mesclá-las, assim, esse sistema torna-se compatível com qualquer empresa, pois o mesmo tem a capacidade de se adaptar às peculiaridades de cada organização. Seja qual for o mix de remuneração adotado, o mesmo precisa estar integrado com os objetivos organizacionais e ser flexível para permitir mudanças e correções necessárias.