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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Até quando?


Acompanho de perto o desenrolar da mais nova crise política brasileira, a crise do Senado. Infelizmente, mais uma vez nossos congressistas vêm demonstrando que não há limite para as farras feitas com o dinheiro público.

É cada vez mais claro para todos que, seja por omissão ou participação, não há inocentes nessa história.

Talvez o que seja mais triste para mim é novamente a postura que o governo brasileiro toma diante desses fatos lastimáveis. O partido do nosso presidente vem se enrolando mais uma vez. Em nome da governabilidade (palavras do líder do governo no Senado, o ilustríssimo Senador Mercadante) o PT e a base aliada compactua com os mandos e desmandos de Sarney e de sua trupe. Lula é o PT, ele sabe, orienta e apóia os atos dessa base governista, só não vê quem não quer!

Como pode? Aliás, como podemos nos calar diante de tamanho desrespeito com o erário e com os bens públicos! Eu me sinto constrangido por ser enganado e explorado por políticos corruptos que, com seus atos secretos ou não, vêm privatizando o que é nosso, o que pertence a todos nós brasileiros.

É nosso dinheiro que está sendo desviado, são os impostos que pagamos com tanta dificuldade. É o fruto de nosso suor que é sumariamente desviado para custear os mordomos, parentes, viagens, entre tantos outros absurdos.

Meu constrangimento pode ser explicado pela forma com a qual o povo brasileiro tem sido ludibriado e explorado. Somos obrigados a digerir situações que se não fossem trágicas, seriam no mínimo cômicas. O digníssimo presidente do Senado teve a coragem de dizer que não percebeu o depósito mensal de quase quatro mil reais em sua conta (Referente a ajuda de custo para custear a moradia, haja vista que o senador é um homem humilde e de poucas posses, que não pode pagar por um pouso em Brasília).

O desconhecimento, aliás, é a desculpa mais usada por essa corja. Foi assim com o Maluf e também com Lula. “Eu não sabia”, essas três palavras mágicas, para o meu espanto, realmente funcionam, do contrário, Lula não estaria com um índice de aprovação popular tão grande.

Os europeus quando desembarcaram na América usaram espelhos e badulaques brilhosos para comprar os nativos e roubar suas riquezas. Hoje não é diferente, só que o engodo é travestido de benfeitorias assistencialistas como bolsa escola ou bolsa família, PAC e outras tantas outras manobras. Não sou contra a distribuição de renda obtida com os programas governamentais que citei, mas se o governo der somente o peixe e não ensinar a população a pescar, tudo isso será em vão.

Até quando permitiremos? Até quando ficaremos deitados em berço esplêndido?

Mande um e-mail para o senador em que você votou: nomedosenador@senador.gov.br

Cobre dele alguma atitude, mostre sua indignação! E para quem gosta tanto do Lula, faça o que ele disse pra fazer: tire o traseiro da cadeira e vá a luta!

Em tempo: O Deputado do Castelo foi absolvido, não é uma maravilha!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A ordem do dia é abraçar os problemas!


O sobe e desce das bolsas, o medo geral de recessão global, a quebradeira de bancos e instituições financeiras, onde tudo isso vai parar? O pessimismo e o desespero são gerais.

Isso é um reflexo da crise financeira em que o planeta se encontra. Concordo com a maioria dos especialistas quando dizem que essa é uma crise mais de confiança do que de finanças. Há motivo para o pânico geral? Talvez. O grande problema é que o crédito é infinitamente superior aos recursos. Quer um exemplo?

Todos os meses chegam às nossas casas diversas cartas de bancos e administradoras de cartão de crédito informando-nos que ganhamos esse ou aquele valor em crédito. E o melhor (?), sem qualquer necessidade de comprovação de renda! Vamos supor que um indivíduo ganhe por mês um salário de R$1000,00. Somando-se todas as despesas e impostos que incidem sobre seu salário, sobram-lhe R$100,00. Dessa forma, podemos dizer que a capacidade de pagamento dele é R$100,00 e não R$1000,00. Contudo, esse indivíduo tem, hipoteticamente, dois cartões de crédito, cada um com limite de R$500,00. Por mais que essa pessoa tenha o cuidado de não gastar mais do que recebe, ele acaba utilizando o crédito do cartão em uma necessidade, e é aí que a porca passa gel no rabo! Teoricamente ele necessitaria economizar por 10 meses para pagar o crédito que ele tem em um mês apenas!

Como isso gerou a crise do sub-prime? Os americanos, animados com a valorização artificial de seus imóveis, utilizaram suas casas como garantia de crédito e pegaram emprestado nos bancos uma quantia muito superior ao valor real de seus imóveis. Enquanto a bolha crescia, a classe média americana se afundava até o pescoço nas hipotecas (financiamentos). Quando a bolha estourou, digo, quando a festa dos imóveis acabou, eles se viram sem a capacidade de saudar seus débitos com os bancos e esses, mesmo que viessem a tomar as casas postas como garantia pelos devedores, não poderiam com essas pagar o rombo que se apresentou diante deles. Bom, e o que aconteceu? A torneira do crédito foi abruptamente fechada. Quem se viu perdendo milhares ou milhões de dólares com a especulação imobiliária, teve que sacrificar seus investimentos em ações, principalmente em mercados emergentes, para capitalizar suas perdas.

Bom, então de onde tirar o dinheiro? Quer uma dica? É aí que entramos na história. A fuga de capitais fez despencar a bolsa de valores brasileira e, por conseguinte, elevou o valor da moeda norte americana. É bem simples. O americano que quiser investir no Brasil necessita trocar seu dinheiro, ou seja, vender os dólares e comprar reais. O que acontece? O dólar cai em relação ao real. Quando esse mesmo indivíduo tem que tirar seu rico dinheirinho do Brasil, ele precisa vender os reais que tem e recomprar dólares. E o que acontece? O preço do dólar dispara. É a lei da oferta e da procura. Muita gente querendo dólar, esse sobe.

Por mais bem preparado que esteja o Brasil, enfrentar uma crise dessas não é brincadeira. Sofreremos o impacto dela na economia real em breve. O que espero é que nossos governantes tenham o discernimento de agir preventivamente, reduzindo assim o impacto que a potencial recessão possa ter sobre nosso bolso.

domingo, 5 de outubro de 2008

Fim do primeiro round!




Acompanhei com muito interesse a apuração dos votos para prefeito de Belo Horizonte. Fiquei satisfeito com o resultado. O continuísmo teve sua primeira derrota. Isso não significa que o candidato da aliança vá perder, mas pelo menos, a população não deu ouvidos às idéias vazias de uma corrente continuista. Não que eu deixe de apoiar a continuidade das boas coisas que acontecem em nossa capital, mas não concordo com a eleição de um “ninguém”, só porque esse ou aquele o apóia.

Penso que o governador Aécio Neves seja um homem de bem, com certeza terá o meu voto para presidente em 2010. Falo o mesmo do prefeito Pimentel que, sem dúvida, será um bom governador. Mas, dar o meu voto à alguém pelo simples fato de que o governador e o prefeito o apóiam...sem chance!

Quem teve o privilégio de assistir ao último debate, realizado pela Rede Globo, pôde ver claramente o despreparo do candidato líder das pesquisas. Sua fisionomia assustada, voz tremula, mãos que não sabiam onde poderiam se esconder e acima de tudo, a gritante inexperiência saltou aos olhos de quem acompanhou a peleja.

Meu voto, declaro abertamente, foi no candidato do PMDB, Leonardo Quintão. Espero que, nesse segundo, turno sua trajetória de crescimento continue e que a capital mineira possa escolher pela continuidade e não pelo continuísmo. Sei bem que, vai ser difícil lutar contra a máquina estadual e municipal, mas rezo para que a população possa ter discernimento e votar consciente.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Escorregar de novo não!

Eu estou muito desconfortável com a escolha por um candidato nessa próxima eleição. Duas coisas me chamaram a atenção: a falta de bons nomes e também o discurso continuista do candidato da situação.

Incomoda-me muito ficar ouvindo todos os dias frases como “o que é bom tem que continuar” ou “em time que está ganhando, não se mexe”. Foi com esse tipo de discurso que o atual prefeito venceu a eleição passada: “não deixe essa ambulância parar”, em uma referência às ambulâncias do SAMU que, de acordo com o outrora candidato, parariam de atender à população se o candidato do PSDB ganhasse. Em minha opinião isso foi puro terrorismo, uma argumentação vazia e barata, mas que surtiu efeito na população.

Até outro dia, quase ninguém conhecia o Sr. Márcio Lacerda, candidato da “aliança” entre o PT e o PSDB, mas depois que a lavagem cerebral iniciou, com as propagandas no rádio e na televisão, suas intenções de voto passaram de oito para quarenta pontos percentuais (Fonte: pesquisa IBOP veiculada pela Rede Globo).

Não estou fazendo nenhum juízo desse ou daquele candidato, mas externando minha preocupação de que o povo não reflete sobre as propostas dos candidatos e sim é levado por falácias e pesquisas eleitorais. Isso tudo me lembra a eleição presidencial em que o Sr. Fernando Collor foi de ilustre desconhecido à salvador da pátria por meio de ações de marketing e lobby de grandes empresários.

É como naquela piada em que o português cai ao escorregar em uma casca de banana e ao ver outra à frente pensa: “lá vou eu escorregar de novo”. Esse é o meu grande medo! Está sendo construído diante dos nossos inocentes olhos um enorme palanque para as próximas eleições presidenciais. A cúpula do PT vem a cada dia, promovendo a Ministra da Casa Civil, Sra. Dilma Rousseff, através de ações que, a meu ver, são puramente eleitoreiras, como a banalização e exacerbação do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e da exploração do petróleo do pré-sal, bom, isso já é assunto para um novo devaneio. Enquanto isso fica uma prece: que o povo brasileiro acorde e se torne mais crítico ao fazer suas escolhas.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Eles querem invadir o Brasil...

O vídeo abaixo é no mínimo interessante. Ele trata de um assunto muito sério, mas com muita irreverência. Seu tom de "teoria da conspiração" nos faz lembrar que nem sempre o que é mostrado como "verdade" pode assim ser classificado. Vale muito vê-lo até o final (que por sinal é muito divertido, apesar de ser um clichê), e mais do que isso, vale muito repensar o nosso senso crítico diante de fatos como a recente invasão do Equador pela Colômbia, bem como o ímpeto de ajudar do "bom samaritano" Sr.Hugo Chaves, muy amigo do nosso molusco presidente.
Enjoy!